
Uma vez tive o insight de escrever tudo aquilo que eu sentia pela minha amada. Era tão gritante, tão latente esta paixão, que não poderia ser outro o nome do espaço que abrigaria as coisas que vinham-me do coração. Como, nós dois, éramos pessoas, supostamente, maduras, coube a máxima "não tem tempo" na denominação do blog.
Ai. tão difícil. Bom, como o fruto maduro que caí, dissemos o indescritível não. Chegamos ao fim. A relação desgastou-se e a paixão que antes movia o mundo inteiro, esvaneceu, encaneceu e por fim, a óbito foi.
Acaba aqui. Definitivamente o meu blog.
Não que o amor tenha se esvaído, pois isso não aconteceu. Ele está no recôndito das lembranças mais caras e verdadeiras. O blog sempre foi meu, portanto, apenas de meu sentimentos posso falar. Amei, amo, amarei, pela eternidade.
Seguirei meu caminho, como a pouco lí. Não me cabe mais lamentar, resta-me aceitar. O passado é algo que não me serve mais.
Existem mil e uma maneiras de ser feliz. Mas hoje descobri que nenhuma é igual àquela que já foi vivida. Serei feliz. Tenho certeza, mas de maneira diferente a que fui com Isabel.
Isabel.
Meu amor, sempre foi teu!
Adeus.
Ele caiu
partiu-se... mil pedaços espalhados
pedaços de sonhos para baixo da cama
lembranças gostosas na sala
os planos que fizemos, os planos
sumiram, simplesmente... ah se tivesse cola
mas ainda que pegasse,
talvez não mais prestasse
nem tudo que cola fica bom
melhor esquecer que um dia foi inteiro
vale mais a lembrança de que era bom
que a triste certeza de não mais ser verdadeiro
aaaa
sei que o tempo passou
o espelho não me mente
o fim se aproxima
o que sempre quis
não pude encontrar
o passado inexiste
meu coração ainda bate
a esperança se renova
por que não viver?
amor
onde tu
estás?
ele partiu
cortando o ar
violento, brusco, forte
rompendo camadas
sibilando,...
cheguei até ti...
de tantas que tive, a ti escolhi
que muitas vezes a mim atiraste
teus pesos e cargas.. alegrias e traumas
e a ti... servi como asas, alado animal
que deixou de ser o que era
para voar ares que não cria
meu amor voôu!
passou ao largo de ti
de tudo que crias
pouco restou
de teu boomerang
apenas a lembrança
daquilo tudo que eras
e que em mim
NADA RESTOU
Uma melodia acompanha meus dias
simples e melancólica
cheia de paixão e lembranças
fragmentando o passado
repisando meu porvir
Quisera não precisasse lembrar
de cada nota dessa bendita musica
cada tempo e compasso
volto cegamente pra trás ao escutá-la
Que é que vou fazer pra te esquecer
se quando nem me lembro
lembras pra mim
há de chegar esse dia
em que nada mais me toque
que nem mesmo o vento sopre
sussurando aos meus ouvidos
o suave som de tua voz
Pesa-me viver assim...
triste sina, pois eu mesmo escolhi
Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor.
Vladimir MaiakóvskiHoje estou só. Fisicamente só. Alma repleta de turbulências. Dúvidas e lamentos. Dores antigas castigam meu raciocinio. Esperanças tentam chegar...
Gostaria tanto que fosse diferente. Gostaria tanto de ser normal, passivo e complacente como todos. Mas não o sou e jamais serei... minha'lma viaja em nuvens
de dor e prazer... misto de paz e alegria...
Hoje estou inquieto. Infeliz? Não! confuso, talvez.
Vivo... ainda!
Encanta-me a vida
seus mistérios
partidas e chegadas
amores e suas dores
Encanta-me a perda
reconquista e sofrimento
dores de amor
amores em dores
Encanta-me viver
dia após dia
sofrimentos e alegrias
perdas e danos
Encanta-me ainda estar vivo
depois de tantas vidas
muitas em uma só
personagens e protagonistas
Perdas e danos
O comum passa desapercebido
quando se fica velho
niguém te vê
não se percebe
apenas ignora
você não chama mais a atenção
é mais um na multidão
quantos ignoramos
diariamente
ciclos de vida
passagens obrigatórias
um dia
todo mundo
será ninguém
Vivo hoje
uma hora
um dia
uma vida
perdi, eu sei
mas ganhei!
sorrisos
abraços
beijos
todo carinho que esperei de ti
me sonegaste
todos os sonhos que dividi contigo
me roubaste
restou... eu
somente eu!
de novo
de novo
de novo!
Novo!
De ti, guardei, não sei o quê
teu beijo
teu cheiro
teu gosto
talvez...
pouco tempo faz
e a muito te esqueci!
teus sonhos...
teus gostos...
teu querer!
quase nada de ti foi comigo...
sinto dor, quando te recordo,
sinto raiva, quando me recordo.
sinto paz!
ao ver, que de tí, quase nada valeu...
Tenho tanta dor dentro de mim que não consigo escrever direito
Passado... dias, meses, anos
sonhos vividos, amores
paixões de verão, inverno e outono
primaveras de esperança
ainda estamos vivos
vivos, por enquanto
mortos desde sempre
quem nada sente
nada pode dizer
Me encanta o nascer do sol
raios frios, perpassando nuvens de sonhos
olhos dormidos quase não conseguem captar
a grandeza da vida que reflete na pele
dias melhores, sempre serão bemvindos


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